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CCP - Moveis

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Doze cidades-sede adotaram calendário diferenciado. Veja o que muda nos bancos, loterias, correios e shoppings do Brasil

A Copa do Mundo chegou e diversos serviços públicos e particulares adotarão um horário diferenciado durante o evento. Cada uma das 12 cidades-sede definiu um esquema próprio de feriados e horários de trabalho durante os dias de jogos da Copa do Mundo.
Alexandre Schneider/Getty Images
São Paulo terá feriado no fia de abertura da Copa do Mundo
De acordo com a Lei Geral da Copa, os Estados, o Distrito Federal e os municípios que sediarão os eventos podem declarar feriado ou ponto facultativo nos dias das partidas em seu território. Há ainda aquelas cidades que optaram por mudar o horário do expediente em dias de jogos na cidade, para facilitar a ida de torcedores ao estádio.
A cidade do Rio de Janeiro, que sediará a final da Copa do Mundo, terá feriado a partir do meio-dia, nos dias 18 e 25 de junho, duas quartas-feiras. Já na disputa de quartas de final, no dia 4 de julho, que cai em uma sexta-feira, o feriado será integral. A regra vale tanto para funcionários públicos como para a iniciativa privada. A cidade receberá sete partidas da Copa, incluindo a final da competição, mas quatro delas cairão no fim de semana, não sendo necessário decretar feriado. Os jogos no Rio estão marcados para os dias 15, 18, 22, 25 e 28 de junho e 4 e 13 de julho.
A cidade de São Paulo decretou feriado no dia da abertura da Copa do Mundo, em 12 de junho. Nos outros dias de jogos do Mundial na cidade, a prefeitura vai liberar os servidores públicos três horas antes do início das partidas. 
Nas demais cidades, só haverá mudança no horário de trabalho dos funcionários públicos. Em Brasília, o expediente dos servidores será encerrado ao meio-dia nos dias de jogos no Estádio Mané Garrincha e quando houver jogos da seleção brasileira em outra cidade, de segunda-feira a sexta-feira. Os setores de atendimento à comunidade deverão seguir escalas de plantão para garantir a continuidade dos serviços. Brasília sediará sete jogos da Copa, nos dias 15, 19, 23, 26 e 30 de junho e nos dias 5 e 12 de julho.
Em Belo Horizonte, só haverá alteração no horário de trabalho dos servidores públicos nos dias de jogo da seleção brasileira, quando o expediente será encerrado três horas antes do início da partida. Não haverá mudanças no horário de trabalho nos dias de jogos realizados no Estádio do Mineirão. Caso haja jogo da seleção brasileira em Belo Horizonte, o que pode ocorrer na fase semifinal, o expediente será encerrado cinco horas antes do início da partida. O Mineirão receberá jogos nos dias 14, 17, 21, 24 e 28 de junho e no dia 8 de julho.
No Recife, será decretado ponto facultativo a partir das 12h, nos dias das partidas do Brasil na primeira fase e nos jogos na Arena Pernambuco que serão realizados em dia de semana. Os jogos na capital de Pernambuco serão nos dias 14, 20, 23, 26 e 29 de junho.
Natal decretou ponto facultativo nos dias de jogos na cidade. Quando a seleção brasileira entrar em campo em outras cidades, o ponto facultativo será à tarde. A capital do Rio Grande do Norte receberá quatro jogos, nos dias 13, 16, 19 e 24 de junho.
Em Manaus, será ponto facultativo nos dias de jogos na cidade – 14, 18, 22 e 25 de junho. Em Fortaleza, ainda não há definição sobre feriados nos dias de jogos. A cidade sediará seis partidas: nos dias 14, 17, 21, 24 e 29 de junho e no dia 4 de julho.
Em Salvador, apenas nos dias 16 e 25 de junho, quando os jogos estão marcados para as 13h, o expediente será suspenso nas repartições públicas municipais. Nos outros dias de jogos na cidade o horário de trabalho será das 8h às 12h. Na capital baiana, as partidas ocorrem nos dias 13, 16, 20 e 25 de junho e 1º e 5 de julho.
Na capital paranaense, será ponto facultativo nos dias de jogos na Arena da Baixada. Haverá partidas nos dias 16, 20, 23 e 26 de junho. Porto Alegre não terá feriado nos dias de jogos, mas está autorizada a decretar ponto facultativo no período da tarde nas datas de jogos da seleção brasileira e nos dias em que ocorrerem partidas no Estádio Beira-Rio.
Em Cuiabá, quando a seleção brasileira entrar em campo na Arena Pantanal, o expediente será das 7h30 às 13h30. Nos dias em que outras seleções entrarem no estádio, será ponto facultativo. Os jogos na cidade serão nos dias 13, 17, 21 e 24 de junho.
Nos órgãos públicos federais, a jornada será reduzida em dias de jogos do Brasil, quando os servidores serão liberados às 12h30. As horas não trabalhadas serão compensadas depois. Nos dias de jogos sem a participação da seleção brasileira, haverá expediente normal de trabalho. Em caso de serviços essenciais, como nas áreas de saúde e segurança, deverá ser mantido o contingente de trabalhadores previsto em lei. Na primeira fase, a seleção brasileira jogará nos dias 12, 17 e 23 de junho.
Além dos feriados e pontos facultativos nas cidades-sedes, alguns setores e empresas estatais e privadas adotarão horários diferenciados. Veja abaixo:
Bancos
LEO FONTES / O TEMPO - 10/06/09
Bancos terão horário diferenciado durante a Copa
Durante a Copa, os bancos deverão atender ao público em horário alternativo nos dias de jogos da seleção brasileira. Será obrigatório o funcionamento mínimo de quatro horas. As instituições financeiras terão que divulgar, em avisos afixados na porta dos bancos, o horário de atendimento nos dias dos jogos, com antecedência mínima de dois dias úteis.
Caso as prefeituras das 12 cidades-sedes da Copa decretem feriado, os bancos deverão fechar, seguindo o decreto municipal. Se o não houver feriado decretado nas cidades-sedes da Copa nos dias de jogos da Seleção, as agências bancárias deverão abrir para o público das 8h30 às 12h30, conforme horário de Brasília/DF.
Correios
No geral, as agências próprias dos Correios cumprem os calendários das cidades. Quando for feriado, só abrirão aquelas agências que normalmente abrem aos fins de semana e feriados, mas isso depende de cada região. Mais informações podem ser obtidas por meio da Central de Atendimento dos Correios, 3003-0100 (capital e região metropolitana) ou 0808 7257282 (demais localidades), que funciona das 8h às 18h, aos sábados, domingos e feriados, e das 8h às 20h, em dias úteis. O horário de cada agência pode ser acessado nosite dos Correios.
Lotéricas
Segundo a Caixa Econômica Federal, quem define o horário de fechamento das lotéricas são seus proprietários, orientados pelos sindicatos patronais de cada Estado. Os feriados devem ser respeitados.
O atendimento durante a Copa deve ser normal, exceto, nos dias de jogos da seleção
brasileira. Nestas datas, o empresário lotérico deverá considerar se existe algum decreto de feriado local, acordo do comércio local, bem como observar aspectos de segurança e de conveniência aos clientes.
Nos dias dos jogos, os empresários lotéricos deverão afixar em suas dependências aviso sobre o horário de atendimento com uma antecedência mínima de 48 horas.
Entre as loterias, haverá alteração na programação da Loteca entre os concursos 610 e 612 e na Lotogol entre os concurso 612 e 619. As demais modalidades continuarão com a programação normal.
Shoppings centers
De acordo com levantamento realizado pela Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce), a grande maioria dos centros comerciais funcionará normalmente nos dias de jogos da seleção brasileira durante a Copa do Mundo.
Segundo a pesquisa, 95% dos estabelecimentos deverão fechar entre 30 minutos e 1 hora antes dos jogos, reabrindo logo após o término das partidas. Nas praças de alimentação, os jogos serão televisionados para funcionários e lojistas que optarem por permanecer no local.
Restaurantes e operações de alimentação que tiverem entrada independente continuarão funcionando. Para os restaurantes localizados na área interior dos shoppings, o funcionamento deverá ocorrer desde que os consumidores entrem antes do fechamento.

Fonte: IG

segunda-feira, 17 de março de 2014

Este dia foi memorável para a região

Na ultimo dia 11/03/2014, o deputado estadual Rodrigo Moraes, esteve na região, mais especificamente na prefeitura de Itapecerica da Serra, com o prefeito Amarildo Gonçalves (Chuvisco), o encontro se deu no gabinete do prefeito, com as presenças de Gilberto Rodrigues Santos , Obr Roberto Araújo e Ricardo-Kadinho.
O prefeito Chuvisco e o Deputado Rodrigo Moraes, tiveram uma conversa amistosa e bastante pertinente para o município, falou-se sobre a maneira que o 

prefeito vem conduzindo os trabalhos frente ao seu mandato, as pretensões para os próximos anos do seu mandato e entre outras coisas, falou-se também sobre ambas as pretensões politicas. Ao final da reunião que durou duas horas, selou-se em um aperto de mão o compromisso de repasse de recurso para a área da saúde, e dessa forma melhorar a qualidade de vida do povo itapecericano, e prometeu que a próxima visita será com a presença do Deputado Federal Pastor José Olimpio. Veja como foi o encontro nas fotos.
Ao sair da prefeitura o deputado quebrou o protocolo e passou na Igreja Mundial do Poder de Deus, localizada no centro de Itapecerica, na chegada a Igreja fez um balanço ao pastor e aos fiéis sobre o trabalho que vem desempenhando como deputado, e no empenho que vem dando para manter a obra de Deus diante das perseguições. Ministrou uma oração, e na oportunidade agradeceu ao obreiro Gilberto pelo convite e a receptividade na qual foi recebido na cidade de Itapecerica da Serra. Em seguida dirigiu-se para Embu das Artes, aonde a obreira Andrea Liberato já havia o convidado para uma visita, que se deu no gabinete do vereador Dr. Pedro Valdir, o único vereador da região eleito pela IMPD. O encontro foi muito bom para o fortalecimento politico do vereador, a reunião começou às 17h55min e durou aproximadamente uma hora, foi muito produtiva. O deputado ficou muito satisfeito com a maneira que o vereador vem conduzindo o seu mandato com sabedoria e muita responsabilidade, o deputado liberou verba para Embu das Artes a pedido do vereador. Estavam presentes na reunião além do vereador Pedro Valdir e do Deputado Rodrigo Moraes, o chefe de gabinete Dulirio; a Obreira Andreea Liberato; o obreiro Roberto Araújo e eu Ricardo. No final o deputado prometeu voltar outras vezes à cidade de Embu das Artes.










quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

PCC é uma criação dos 20 anos de governo do PSDB, diz Padilha

Em sua primeira entrevista após deixar o Ministério da Saúde, o petista Alexandre Padilha, 42, adotou um tom aberto de campanha e atacou a política de segurança do governo tucano paulista. “O PCC é uma criação dos vinte anos do governo do PSDB”, afirmou o pré-candidato.

Para ele, “acabou a bateria” dos tucanos e “falta coragem ao governo de São Paulo” para enfrentar a violência no Estado. Suas críticas não se limitam à área de segurança. Ele diz que o governo tucano falhou também na educação. “O governo do PSDB governa há vinte anos e não conseguiu trazer o ensino médio para o século 21.”
O ex-ministro, cujo nome foi lançado pelo ex-presidente Lula para disputa do governo paulista, defendeu sua política da Aids Ðcriticada pelos movimentos sociaisÐ e disse que vai manter a defesa da presidente Dilma Rousseff, de não mexer na lei para liberar o aborto no país.
Ele defendeu ainda a vaquinha feita pelos petistas para ajudar os condenados do mensalão, mas diz que, por uma questão institucional, não doou. Evita, além disso, seguir seus colegas de partido e prefere não fazer comentários se considera o julgamento do STF “político”.
Sérgio Lima/Folhapress
Alexandre Padilha, ex-ministro da Saúde e candidato petista ao governo de São Paulo
Alexandre Padilha, ex-ministro da Saúde e candidato petista ao governo de São Paulo
Sobre a médica cubana, que abandonou o programa Mais Médicos e pediu asilo político, diz que casos isolados devem ser analisados e os direitos individuais devem ser respeitados, mas lembrou que o programa assinado com Cuba, por intermédio de um órgão da ONU, segue regras semelhantes de outros 60 países.
*
Folha – Onde está a origem de tanta violência em São Paulo, que atinge até o filho do governador Geraldo Alckmin, vítima mais de uma vez da ação de bandidos?
Alexandre Padilha – Em primeiro lugar, quando soube o que aconteceu com o filho do governador Geraldo Alckmin, eu quis prestar absoluta solidariedade a ele, à sua família. Neste momento, muito pessoal, quando a família passa por uma situação desta, sou contra qualquer tipo de exploração política. Agora, os grandes símbolos da violência em São Paulo são outros, não é o que aconteceu com o filho do governador. Mais de 500 carros são roubados por dia no Estado de São Paulo, 200 mil por ano. Temos uma situação muito clara, por exemplo, de a administração penitenciária em São Paulo ser praticamente dominada por facções, que convivem lá dentro com a administração penitenciária.
O desafio que o Estado de São Paulo tem, para as pessoas se sentirem mais seguras, é termos uma política de segurança pública que garanta uma polícia mais presente nas ruas, nas áreas mais críticas, que opere cada vez com mais inteligência.
A população vive insegura, o sentimento das pessoas é de insegurança. E, nestes vinte anos, o que nós vimos foi a criação do PCC, em vez de o PSDB conseguir criar uma política de segurança, uma polícia mais presente, mais próxima da população, com ações cada vez mais inteligentes. O PCC é uma criação dos vinte anos do governo do PSDB, não existia antes e hoje tem.
Como assim, para o sr. o PCC, organização criminosa que opera de dentro dos presídios paulistas, é criação dos tucanos?
Foi uma criação no governo deles. Vinte anos atrás, quando eles assumiram o governo, não tinha o PCC, e agora tem. Falta coragem ao governo do Estado de São Paulo para enfrentar o que precisa ser enfrentado.
Os tucanos falharam no combate à insegurança?
Eu diria que, hoje, a bateria do PSDB de São Paulo acabou. Falta coragem deste governo para enfrentar o que precisa ser enfrentado, tanto na área de segurança, quanto na área de criar um ambiente mais propício para os investimentos dos empresários. As pessoas não aguentam mais esperar a melhoria da escola pública, algo que não tivemos nestes vinte anos.
São Paulo realmente enfrenta um problema na área de segurança. Mas no Distrito Federal, governado pelo PT, também há situação semelhante. Não é uma questão nacional e não há uma certa omissão do governo federal em atuar mais diretamente com os Estados?
São Paulo tem um potencial que não pode ser comparado com nenhum outro Estado. Pelo seu potencial, tem de se comparar com as melhores práticas internacionais, inclusive na área de segurança. Além disso, o governo federal sempre deu demonstrações de oferecer cooperação com o Estado. Eu já ouvi, por exemplo, o governador Alckmin dizer que o problema do tráfico em São Paulo são as fronteiras do Brasil com a Bolívia, Colômbia e Peru. Espera aí, para a droga sair da Bolívia, passar para o Brasil e chegar em São Paulo tem de passar pelas fronteiras do Estado de São Paulo. E, ao longo destes últimos vinte anos, sobretudo nos últimos quatro, o governador do PSDB não teve capacidade de criar um plano de proteção de suas fronteiras.
Você quer dizer que o governo de São Paulo foi arredio a fazer alianças propostas pelo governo federal na área de segurança?
Eu acho que, em alguns momentos, o governo de São Paulo, até porque seus últimos governadores tinham o tempo todo a obsessão de ser presidente da República, utilizava a ideia de dirigir o Estado pensando em disputar com o governo federal, com a presidenta Dilma, com o presidente Lula. A população de São Paulo perde muito com isso. Por isso que o grau de cooperação, sobretudo na área de segurança pública, pode ser um ganho.
O sr. acha que será possível andar um dia em São Paulo com os vidros do carro abaixados?
Temos de perseguir isso. O bom gestor público tem de perseguir o que pode existir de melhor para nosso Estado. Quero falar de outra área, na educação, o Estado de São Paulo perdeu nestes vinte anos a oportunidade de se transformar numa Xangai, que é vista como a província que tem os melhores resultados internacionais na educação. Por quê? Porque nos últimos vinte anos criou um plano com políticas duradouras, com continuidade, permitindo avanços na área de educação que São Paulo não teve neste período. Antes de o PSDB assumir o governo, o Estado de São Paulo estava em segundo lugar no ensino médio no país. Hoje está em oitavo lugar.
O PT quer construir um projeto para o Estado de São Paulo, um debate permanente com todos os segmentos sobre o tema da educação. Como podemos enfrentar o problema da evasão escolar. Como trazer o ensino médio, que é de responsabilidade exclusiva do Estado, para o século 21. Já estamos há quase quinze anos no século 21, o governo do PSDB governa há vinte anos e não conseguiu trazer o ensino médio para o século 21.
Na área de segurança, nesta eleição, devemos ter novamente nas ruas as manifestações vistas no ano passado. Elas vão ter impacto na eleição? E em que sentido o governo Dilma demorou a reagir a elas, principalmente contra os atos de violência?
Diria que, quanto mais gente na rua, querendo debater, pedindo mais educação, mais saúde, mais mobilidade urbana, melhor para o país e para a eleição. Vai ajudar a qualificar o debate. A presidente Dilma deu respostas claras às manifestações. Apresentou uma agenda, de cinco pactos, um deles o programa Mais Médicos, um passo importante para gerar profundas mudanças na saúde do país. Inclusive em São Paulo, Estado que mais pediu médicos, que mais vai receber médicos.
Mas a presidente Dilma demorou a reagir às ações de violência nas ruas feitas por grupos como os black blocs.
Essa é uma responsabilidade exclusiva dos Estados, da Polícia Militar, que tem de garantir de um lado o direito de manifestação e também o direito de cada cidadão de circular, de não ser importunado por isso, dos serviços acontecerem normalmente, o comércio não ser paralisado. As manifestações foram importantes e foram esvaziadas depois que passou a ter outra conotação, de atitudes violentas, que foram muito menos para expressar opiniões e mais para chamar a atenção de sua atitude de depredar o patrimônio público e privado.
Neste sentido, considera a ação dos black blocs legítima?
Qualquer ação violenta não é legítima. Violência tem de ser abominada em todos os sentidos.
Surgiram agora os rolezinhos. O sr. já havia ouvido falar sobre eles, como avalia este fenômeno?
Eu acho que tem alguns direitos que têm de ser preservados. O primeiro, o direito à manifestação. O segundo, todas as pessoas têm direito de circular em qualquer lugar, seja público ou privado, seguindo as regras daquele local privado. E são jovens que querem se expressar ou têm a vontade de se encontrar. Se vão seguir as regras daquele local, a manifestação tem de ser respeitada.
Mas isso tem assustado o setor privado e a população.
O que não podemos permitir é que seja atacado outro direito, de preservar as regras do local. Caso contrário, é um crime que não podemos permitir acontecer. De um lado é um fenômeno importante, que temos de entender. Muitas vezes há discriminação. Porque eu não vi a mesma reação quando é feito um flash mob, quando é o estudante universitário, fazendo performance. Quando é jovem da classe C, em geral pardos, negros, chamando rolezinho, criam-se várias barreiras para que isso não possa acontecer. Se tem um conjunto de jovens, que se organizam, entram num espaço, querem mostrar para a sociedade que existem, se cumprirem as regras do setor privado, não podemos ter nenhuma atitude de violência ou de discriminação em relação a eles.
Em 2013, o Ministério da Saúde aumentou seus gastos com publicidade, inclusive dos Mais Médicos. Era necessário fazer tanta divulgação de um programa já conhecido? Esta publicidade não acaba beneficiando sua imagem?
É um programa que precisava de explicação e orientação para a população. Não quero falar com os prefeitos, mas com o cidadão que precisa do atendimento do Mais Médicos, falar com um jovem que quer fazer curso de medicina e saber que o Mais Médicos vai dar mais oportunidade para ele. Quero falar com o médico que está concluindo sua graduação e mostrar a ele quais as novas oportunidades de residência.
Mas seu nome não acaba sendo beneficiado com tanta publicidade?
É só ver o conteúdo da ação de utilidade pública, em nenhum momento fala do meu nome, não apresenta o ministro. Vocês falam muito mais de mim do que qualquer ação de publicidade do Ministério da Saúde.
Depois deste período no Ministério da Saúde, sua conclusão é de que a extinção da CPMF foi um erro?
Diria que o problema do financiamento da saúde no país é um grande desafio, a população envelhece cada vez mais, a saúde é a única área em que a nova tecnologia, em vez de ter seu custo reduzido, aumenta. Eu saio desses três anos do ministério com um sentimento importante de que, depois que tiraram R$ 40 bilhões do setor, começamos a reconstruir novas fontes para a área da saúde, como os royalties. Sem impactar em nenhum aumento de carga tributária à população. Esse debate vai continuar: como financiar a saúde.
Defende a volta da CPMF?
A presidenta Dilma, desde o começo do governo, tinha deixado claro que não ia tomar nenhuma iniciativa que pudesse gerar aumento de carga tributária à população. Acredito que tem que continuar o debate no Congresso e na sociedade de como financiar a saúde do país sem ter impacto de aumento de carga tributária.
O seu adversário do PMDB na disputa pelo governo de São Paulo, Paulo Skaf, está sendo vítima de um processo sob acusação de ter usado de forma irregular o Sistema S para se promover. Ele merece ser punido?
Não vou comentar sobre um adversário meu, não é meu partido que entrou. Paulo Skaf vai ter a oportunidade de explicar o que fez, como fez.
O ex-presidente Lula inventou a presidente Dilma como candidata, o prefeito Fernando Haddad como candidato. O sr. pode ser considerado a terceira invenção dele, seu terceiro poste?
Eu tenho muito orgulho de ser apontado pelo presidente Lula como uma pessoa com capacidade de conduzir um novo projeto para o Estado de São Paulo.
O prefeito Fernando Haddad, hoje, não é um peso para a sua candidatura?
O prefeito Fernando Haddad está enfrentando o que tem que enfrentar um prefeito da cidade de São Paulo num primeiro ano de mandato, é isso o que a gente espera dele. Ele se comprometeu, no primeiro ano de gestão, a enfrentar alguns temas. E enfrentou todos.
Mas há muitas críticas a ele dentro do seu próprio partido…
O dia em que o PT parar de debater vai deixar de existir a importância do PT.
Seus colegas de partido estão sendo criticados pela vaquinha para pagar a multa dos condenados no mensalão. Há questionamento sobre a origem do dinheiro. O sr. acha legítima a vaquinha?
Algumas situações, como a do [José] Genoino, inclusive de saúde, a mobilização da família, despertou em várias pessoas uma questão de solidariedade. Ninguém pode questionar ou proibir as pessoas de ter uma ação de solidariedade. Essa não é a primeira vaquinha que o PT faz.
Não levanta suspeita da origem do dinheiro?
Se alguém tem suspeita, que apure. Agora, ninguém pode questionar, a priori, a ação de solidariedade, não só de militantes do PT.
O sr. doou?
Desde o começo, achei que, como ministro da presidenta Dilma, do governo federal, e agora na condição em que eu estou, não cabia a mim doar.
O sr. também avalia que o processo do mensalão foi um julgamento político?
Nunca vou questionar, seja na condição de ministro ou ex-ministro, qualquer processo jurídico. Quem vai questionar são os juristas.
E a ONG do seu pai, que teve um convênio com o Ministério da Saúde. O sr. acabou suspendendo o convênio. Não foi uma forma de reconhecer que foi um descuido do ministério?
Meu pai foi, junto com Betinho, Rubem Alves, Carlos Brandão, um dos quase 50 associados fundadores dessa organização. O primeiro convênio dessa ONG com o Ministério da Saúde foi na gestão do [José] Serra. A ONG já tinha tido convênio com o ministério em 2011, na minha gestão. Qual foi a minha decisão? Sei que, pela missão que eu passo a cumprir agora, qualquer ato pode ter uma exploração política. Então, para não gerar exploração política com uma instituição séria, fundada por Betinho, Rubem Alves, meu pai, que desenvolve um trabalho sério, eu tomei a decisão de cancelar o convênio, antes de qualquer repasse de recursos.
A questão do aborto foi um tema muito explorado na campanha da presidente Dilma. Na sua administração, foi criticado em alas mais liberais do PT. É um tema que vai voltar? Por que a presidente Dilma teve essa postura mais conservadora nesse tema?
Independentemente se vai ou não voltar o tema, eu mantenho o que foi o compromisso da presidente Dilma, de não ter nenhuma atitude para a mudança da lei atual do aborto no nosso país. A mesma posição que a presidente se comprometeu com o país, nas eleições de 2010, que eu como ministro da Saúde mantive por três anos, continuo mantendo a mesma posição. Tivemos ações que reduziram o aborto no país. Até 2012, tivemos redução de 58% do aborto legal no país depois que adotamos a medida de prevenção da pílula do dia seguinte, que é uma política que acaba evitando o aborto. Você trata da mulher vítima de violência.
O sr. deve fechar a meta de 13 mil médicos com cerca de 75% deles sendo cubanos. Por que vocês não foram mais transparentes e reconheceram que o convênio com Cuba seria a alternativa, sabendo que os médicos brasileiros não iriam se inscrever?
Primeiro, porque eu não tenho bola de cristal. Tenho capacidade de planejamento, de visão de futuro, era um problema que a gente apontava há muito tempo. Muita gente dizia que os prefeitos não iam aderir ao programa, mas superou a expectativa. Você tem que ir tomando as medidas a partir do momento que a realidade vai se mostrando. Segundo, acreditamos que a forma como foi divulgado, convocado, chamado, era importante para não desestimular a participação dos médicos brasileiros, que deve aumentar ano a ano agora. O Mais Médicos vai provocar profundas mudanças na saúde e na medicina do nosso país. É o passo mais corajoso para resgatar a essência do SUS e provocar profundas mudanças na saúde do país.
O governo do PT foi tachado de conservador pelo Dirceu Greco, quando saiu da diretoria da Aids. O sr. foi criticado ao longo destes dois anos por não fazer campanhas que deveriam ser dirigidas para um público muito vulnerável para o HIV. Por que o sr. não teve essa postura reivindicada por esses grupos?
Em primeiro lugar eu respeito as opiniões que as pessoas possam ter. Agora, eu, como ministro da Saúde, tomei um conjunto de decisões sobre quais são as mensagens que o ministério tem de reproduzir. Eu, por exemplo, não deixei o ministério ter uma campanha que fazia inferências sobre a felicidade ou não de uma profissional do sexo. Não cabe ao Ministério da Saúde fazer uma campanha para as profissionais do sexo felizes ou para as infelizes. Temos de fazer campanhas para o conjunto das profissionais do sexo e qualquer outra pessoa que corra risco de doenças sexualmente transmissíveis. Essa foi nossa posição.
O episódio envolvendo a médica cubana, que abandou o programa Mais Médicos, não é um sinal ruim? Como avalia as reclamações da profissional?
Sobre a médica cubana, que está no Congresso, tenho a dizer que o governo brasileiro firmou uma parceria com a Opas, braço da ONU para saúde nas Américas. Ela formalizou um contrato com a área de saúde de Cuba, que segue regras semelhantes em outros 60 países. Não é um acordo que tenha por objetivo dar sustentação política a qualquer governo. Temos mais de cinco mil médicos realizando um atendimento aprovado pela população exatamente nas áreas onde não temos profissionais para cuidar dos brasileiros mais carentes. Agora, casos isolados devem ser analisados individualmente, sempre respeitando as decisões pessoais, mas também as regras contratadas ente as instituições e seus profissionais. São regras transparentes que definem a relação das instituições e o contrato delas com os profissionais.
A médica cubana reclama dos salários recebidos de Cuba e pediu asilo político.
Bem, o Brasil tem regras que tratam da concessão de asilo. O Conare é o órgão apropriado para decidir sobre isso, seguindo normas estabelecidas em convenções internacionais. Todas elas têm de ser cumpridas, levando-se em conta que o direito das pessoas vem em primeiro lugar.

Fonte: Flit Paralisante

UM POUCO DA HITÓRIA DE TABOÃO DA SERRA

A história de Taboão da Serra é de certa forma antiga, e,em alguns aspectos, confunde-se com a própria história da cidade de São Paulo. Nos séculos XVI e XVII, a região de Taboão da Serra fez parte da rota dos bandeirantes paulistas que viviam nos arrabaldes que hoje pertence ao centro de São Paulo.
Muitos bandeirantes passavam pelo município em busca de índios para escravizá-los. Ao mesmo tempo, esta região servia de rota tanto para o litoral paulista, quanto ponto de passagem para a Região Sul do Brasil. Para proteger os índios dos bandeirantes paulistas, alguns jesuítas criaram áreas de proteção para os nativos em terras que hoje pertencem aos municípios de Taboão da Serra e Embu.
Quanto ao nome do município provavelmente veio da taboa, planta hidrófila que era facilmente encontrada na cidade, em brejos próximo ao Córrego Pirajuçara. E Serra como homenagem a cidade mãe (Itapecerica da Serra).
Na região havia diversas aldeias indígenas que foram destruídas nos fins do século XIX e início do XX pelos europeus recém-chegados na região, tanto para a posse da terra para atividade agrícola, quanto para o surgimento de pequenas vilas, as quais foram formadas no início do século passado.
A emancipação de Itapecerica da Serra, e a conseqüente elevação à categoria de município, deu-se em 1° de janeiro de 1959, graças aos esforços de, entre outros, Léo Baranowsky, Sebastião da Cunha, Benedito Carneiro de Freitas, Hosuke Hatake, Luzia Hellmeister, Mary Rose Ducase Maciel, José André de Moraes, José Ruiz Moreno e Álvaro Manoel de Oliveira.

PARABÉNS TABOÃO PELOS SEUS 55 ANOS

sábado, 1 de fevereiro de 2014

NOP Odonto & Blog Ricardo Kadinho

O Blog Ricardo Kadinho agradece a clinica odontológica NOP Odonto, por ter a nós confiado 1 Ano divulgando seu nome. Foi muito importante para o nosso blog ter um anunciante deste porte como o nosso cliente, e esperamos que possa ter dado retorno, pois eu Blogueiro Ricardo Kadinho pessoalmente agradeço ao presidente da NOP Odonto - Ronaldo Dias pela confiança que teve nesta publicação, em uma parceria que completa 12 meses e esperamos que possa se estender por muito mais tempo.
O Blog Ricardo Kadinho espera poder ter correspondido as expectativas e se coloca a disposição de qualquer empresa que queira anunciar os seus produtos.
 NOP Odonto & Blog Ricardo Kadinho, uma parceria que deu certo

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Corinthians pode receber Maicosuel em troca por Edenílson

O Corinthians está próximo de acertar uma troca importante para fortalecer o elenco na temporada. É o que garante o jornal italiano Gazzetta dello Sport. Nesta sexta-feira, a publicação informou em seu site que o clube e a Udinese negociam a troca do lateral Edenílson, que iria para a Itália, pelo meia-atacante Maicosuel, ex-Botafogo, que iria ao Parque São Jorge.

De acordo com o diário, porém, o negócio só aconteceria em julho, na abertura da próxima janela de transferências da Europa, e o time paulista ainda receberia uma compensação financeira pela transação. A Gazzetta dello Sport também afirmou que faltam apenas alguns trâmites burocráticos para a negociação ser oficializada pelos dois clubes.
Troca de Edenílson (foto) por Maicosuel pode sair só em julho, segundo jornal Foto: Ricardo Matsukawa / Terra
Troca de Edenílson (foto) por Maicosuel pode sair só em julho, segundo jornal
Foto: Ricardo Matsukawa / Terra
A ida de Edenílson à Udinese é tida como praticamente certa pela diretoria do Corinthians há algum tempo. O atleta - que é volante de origem, mas, no ano passado, jogou improvisado na lateral direita no lugar de Alessandro - já teria inclusive acertado que deixará o clube até o meio do ano. A provável contratação de Fagner, ex-Vasco, dá indícios de que o Corinthians não contará com Edenílson durante toda a temporada.
Por outro lado, Maicosuel chegaria para brigar por uma vaga no badalado meio-campo do Corinthians. Douglas, Renato Augusto e Danilo disputaram, na temporada passada, dois lugares na meia cancha alvinegra, mas o último não deve renovar. O contrato de Danilo se encerra em julho, e a diretoria ainda não o procurou para a prorrogação do vínculo.
O "Mago", como era conhecido Maicosuel nos tempos de Botafogo, destacou-se no futebol brasileiro no clube de General Severiano, entre 2010 e 2012. Ele, inclusive, já defendeu o Palmeiras, em 2008, após boa passagem pelo Paraná Clube, mas não se firmou. No clube carioca, fez parte do grupo que ainda tinha Elkeson, Herrera e Loco Abreu e que ocupou a parte de cima da tabela no Campeonato Brasileiro de 2011.

Fonte: Terra Brasil

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Grupos e Jogos da Copa do Mundo de 2014

Grupos:

COPA-DO-MUNDO-grupos









































Jogos das Seleções:


PRIMEIRA FASE:.
GRUPO A.
.1. 12/06 17h00 São Paulo Brasil - Croácia.
.2. 13/06 13h00 Natal México - Camarões.
17. 17/06 16h00 Fortaleza Brasil - México.
18. 18/06 16h00 Manaus Camarões - Croácia.
33. 23/06 17h00 Brasília Camarões - Brasil.
34. 23/06 17h00 Recife Croácia - México.
GRUPO B.
.3. 13/06 16h00 Salvador Espanha - Holanda.
.4. 13/06 19h00 Cuiabá Chile - Austrália.
19. 18/06 19h00 Rio de Janeiro Espanha - Chile.
20. 18/06 13h00 Porto Alegre Austrália - Holanda.
35. 23/06 13h00 Curitiba Austrália - Espanha.
36. 23/06 13h00 São Paulo Holanda - Chile.
GRUPO C.
.5. 14/06 13h00 Belo Horizonte Colômbia - Grécia.
.6. 14/06 19h00 Recife Costa do Marfim - Japão.
21. 19/06 13h00 Brasília Colômbia - Costa Marfim.
22. 19/06 19h00 Natal Japão - Grécia.
37. 24/06 17h00 Cuiabá Japão - Colômbia.
38. 24/06 17h00 Fortaleza Grécia - Costa Marfim.
GRUPO D.
.7. 14/06 16h00 Fortaleza Uruguai - Costa Rica.
.8. 15/06 21h00 Manaus Inglaterra - Itália.
23. 19/06 16h00 São Paulo Uruguai - Inglaterra.
24. 20/06 13h00 Recife Itália - Costa Rica.
39. 24/06 13h00 Natal Itália - Uruguai.
40. 24/06 13h00 Belo Horizonte Costa Rica - Inglaterra.
GRUPO E.
.9. 15/06 13h00 Brasília Suíça - Equador.
10. 15/06 16h00 Porto Alegre França - Honduras.
25. 20/06 16h00 Salvador Suíça - França.
26. 20/06 19h00 Curitiba Honduras - Equador.
41. 25/06 17h00 Manaus Honduras - Suíça.
42. 25/06 17h00 Rio de Janeiro Equador - França.
GRUPO F.
11. 15/06 19h00 Rio de Janeiro Argentina - Bósnia.
12. 16/06 16h00 Curitiba Irã - Nigéria.
27. 21/06 13h00 Belo Horizonte Argentina - Irã.
28. 21/06 19h00 Cuiabá Nigéria - Bósnia.
43. 25/06 13h00 Porto Alegre Nigéria - Argentina.
44. 25/06 13h00 Salvador Bósnia - Irã.
GRUPO G.
13. 16/06 13h00 Salvador Alemanha - Portugal.
14. 16/06 19h00 Natal Gana - Estados Unidos.
29. 21/06 16h00 Fortaleza Alemanha - Gana.
30. 22/06 16h00 Manaus Estados Unidos - Portugal.
45. 26/06 13h00 Recife Estados Unidos - Alemanha.
46. 26/06 13h00 Brasília Portugal - Gana.
GRUPO H.
15. 17/06 13h00 Belo Horizonte Bélgica - Argélia.
16 17/06 19h00 Cuiabá Rússia - Coreia do Sul.
31. 22/06 19h00 Rio de Janeiro Bélgica - Rússia.
32. 22/06 13h00 Porto Alegre Coreia do Sul - Argélia.
47. 26/06 17h00 São Paulo Coreia do Sul - Bélgica.
48. 26/06 17h00 Curitiba Argélia - Rússia.
OITAVAS DE FINAL.
49. 28/06 13h00 Belo Horizonte 1A - 2B.
50. 28/06 17h00 Rio de Janeiro 1C - 2D.
51. 29/06 13h00 Fortaleza 1B - 2A.
52. 29/06 17h00 Recife 1D - 2C.
53. 30/06 13h00 Brasília 1E - 2F.
54. 30/06 17h00 Porto Alegre 1G - 2H.
55. 01/07 13h00 São Paulo 1F - 2E.
56. 01/07 17h00 Salvador 1H - 2G.
QUARTAS DE FINAL.
57. 04/07 20h00 Fortaleza Vencedor 49 - Vencedor 50.
58. 04/07 16h00 Rio de Janeiro Vencedor 53 - Vencedor 54.
59. 05/07 20h00 Salvador Vencedor 51 - Vencedor 52.
60. 05/07 16h00 Brasília Vencedor 55 - Vencedor 56.
SEMIFINAIS.
61. 08/07 20h00 Belo Horizonte Vencedor 57 - Vencedor 58.
62. 09/07 20h00 São Paulo Vencedor 59 - Vencedor 60.
TERCEIRO LUGAR.
63. 12/07 20h00 Brasília Perdedor 61 - Perdedor 62.
FINAL.
64. 13/07 19h00 Rio de Janeiro Vencedor 61 - Vencedor 62.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Aos 95 anos, morre Nelson Mandela !


Nelson Mandela, o libertador da África do Sul: um gigante do século XX, um estadista de verdade numa época de anões políticos
Com a fisionomia abatida e a voz algo trêmula pela emoção, o presidente da África do Sul, Jakob Zuma, acaba de anunciar a morte, aos 95 anos, de Nelson Mandela — um estadista de verdade em uma época de anões políticos, um dos estadistas gigantes do século XX, Prêmio Nobel da Paz e o homem que trouxe a paz e a democracia para este grande país governado até 1994 por uma ditadura racista da minoria branca.
Diante dessa perda, que torna o mundo mais pobre, compartilho com os leitores um texto a respeito deste grande homem escrito em julho passado por alguém com muito mais talento do que eu — o jornalista e escritor peruano Mario Vargas Llosa, Prêmio Nobel de Literatura de 2010.
Artigo publicado no jornal O Estado de S. Paulo
ELOGIOS A MANDELA
Nelson Mandela, o político mais admirável destes tempos tumultuados, segue em um hospital de Pretória, após completar 95 anos na quinta-feira, 18 de julho.
Poderemos ter a certeza de que todos os elogios feitos a ele são justos, pois o estadista sul-africano transformou a história do seu país de uma maneira que ninguém imaginava concebível, e demonstrou com sua inteligência, habilidade, honestidade e coragem que, no campo da política, às vezes, os milagres são possíveis.
Tudo isso foi sendo gestado, antes mesmo que na história, na solidão de uma consciência, na desolada prisão de Robben Island, onde Mandela ingressou, em 1964, para cumprir pena de prisão perpétua e trabalhos forçados.
As condições em que o regime do apartheid mantinha seus presos políticos na ilha rodeada de um mar traiçoeiro e tubarões, em frente à Cidade do Cabo, eram atrozes.
Uma cela tão minúscula que parecia um nicho ou o covil de uma fera, uma esteira de palha, uma sopa de milho três vezes ao dia, mudez obrigatória, visitas de meia hora de duração a cada seis meses, e o direito de receber e escrever somente duas cartas ao ano, nas quais jamais deveriam ser mencionados temas políticos nem da atualidade.
A cela minúscula na prisão da ilha de Robben onde Mandela passou 27 anos – nove deles em total isolamento, ascetismo e solidão (Foto: cmisouthafrica.com)
Em tal isolamento, ascetismo e solidão transcorreram os primeiros nove anos dos 27 que Mandela passou na ilha.
Em vez de suicidar-se ou enlouquecer, como muitos companheiros de prisão, nos nove anos Mandela meditou, reviu suas próprias ideias e ideais, fez uma autocrítica radical de suas convicções e atingiu aquela serenidade e sabedoria que a partir de então guiariam todas as suas iniciativas políticas.
Embora nunca tenha compartilhado das teses dos resistentes que propunham uma “África para os africanos” e queriam atirar ao mar todos os brancos da União Sul Africana, em seu partido, o Congresso Nacional Africano, Mandela, assim como Sisulu e Tambo, os dirigentes mais moderados, estavam convencidos de que o regime racista e totalitário só seria derrotado mediante ações armadas, sabotagens e outras formas de violência, e para tanto formou um grupo de comandos ativistas chamado Umkhonto we Sizwe, que enviava para Cuba, à China Popular, à Coreia do Norte e à Alemanha Oriental jovens militantes para que se adestrassem.
Deve ter levado muito tempo – meses, anos – para convencer-se de que toda essa concepção da luta contra a opressão e o racismo na África do Sul era equivocada e ineficaz, e era preciso renunciar à violência e optar por métodos pacíficos, ou seja, buscar uma negociação com os dirigentes da minoria branca – equivalente a cerca de 12% do país, que explorava e discriminava de maneira iníqua os 88% restantes – e convencê-la de que permanecera no país porque a convivência entre as duas comunidades era possível e necessária, quando a África do Sul fosse uma democracia governada pela maioria negra.
Prisioneiros submetidos a trabalhos forçados quebram pedras no pátio da prisão, em foto de 1964. Mandela também foi submetido a isso (Foto: The Daily Telegraph)
Naquela época, final dos anos 60 e início dos 70, pensar semelhante coisa era um exercício mental distante da realidade. A brutalidade irracional com que a maioria negra era reprimida e os esporádicos atos terroristas com que os resistentes respondiam à violência do Estado haviam criado um clima de rancor e ódio que fazia prever, mais cedo ou mais tarde, um desenlace de dimensões cataclísmicas no país.
A liberdade só poderia significar o desaparecimento ou o exílio para a minoria branca, particularmente para os africânders [descendentes de colonos holandeses calvinistas e de outros europeus do mesmo credo estabelecidos nos séculos XVII e XVIII] , os verdadeiros donos do poder.
É espantoso pensar que Mandela, perfeitamente consciente das vertiginosas dificuldades que encontraria no caminho que traçara para si, decidiria empreendê-lo, e, mais ainda, que perseveraria nele sem sucumbir ao desalento um só instante, e, 27 anos mais tarde, concretizaria aquele sonho impossível: uma transição pacífica do apartheid para a liberdade, enquanto a maior parte da comunidade branca permanecia no país ao lado dos milhões de negros e mulatos sul-africanos que, convencidos por seu exemplo e suas razões, haviam esquecido os insultos e os crimes do passado, e perdoado.
Seria preciso recorrer à Bíblia, àquelas histórias exemplares do catecismo que nos contavam quando éramos crianças, para tentar entender o poder de convicção, a paciência, a vontade inquebrantável e o heroismo que Nelson Mandela deve ter demonstrado durante todos aqueles anos para persuadir, primeiramente seus próprios companheiros de Robben Island, depois seus correligionários do Congresso Nacional Africano e, por último, os próprios governantes e a minoria branca, de que não era impossível que a razão substituísse o medo e o preconceito, que uma transição sem violência era igualmente factível e ela assentaria as bases de uma convivência humana em lugar do sistema cruel e discriminatório imposto à África do Sul por séculos.
Creio que Nelson Mandela é ainda mais digno de reconhecimento por esse trabalho extremamente lento, hercúleo, interminável, graças ao qual suas ideias e convicções foram contagiando os seus compatriotas como um todo, do que pelos extraordinários serviços que prestaria depois, já no governo, aos seus concidadãos e à cultura democrática.
Formação
É preciso lembrar que o homem que assumiu essa admirável tarefa era um prisioneiro político, o qual, até o ano de 1973, quando foram abrandadas as condições carcerárias em Robben Island, vivia praticamente confinado numa minúscula cela e com apenas uns poucos minutos diários para trocar algumas palavras com os outros presos, quase privado de toda comunicação com o mundo exterior.
Contudo, sua tenacidade e sua paciência tornaram possível o impossível.
Mandela com o então presidente de minoria branca Frederik W. De Clerk, logo após sua libertação da prisão, em 1990. Num gesto de conciliação e grandeza do grande líder negro, De Klerk, ex-carcereiro de Mandela, tornou-se vice-presidente democraticamente eleito em sua chapa (Foto: Associated Press)
Enquanto na prisão já menos inflexível dos anos 70, pôde estudar e formar-se em Direito, suas ideias foram rompendo pouco a pouco os preconceitos totalmente legítimos que existiam entre os negros e mulatos sul-africanos e começou a ser aceita sua tese de que a luta pacífica na busca de uma negociação seria mais eficaz e permitiria alcançar a liberdade mais rapidamente.
Mas foi ainda mais difícil convencer de tudo isso a minoria que detinha o poder e julgava ter o direito divino de exercê-lo com exclusividade e para sempre. Esses eram os pressupostos da filosofia do apartheidproclamada por seu mentor intelectual, o sociólogo Hendrik Verwoerd, na Universidade de Stellenbosch, em 1948, e adotada de modo quase unânime pelos brancos nas eleições daquele mesmo ano.
Como convencê-los de que estavam equivocados, de que deviam renunciar não apenas a semelhantes ideias, mas também ao poder, e resignar-se a viver numa sociedade governada pela maioria negra?
O esforço durou muitos anos, mas, no final, como a gota persistente que fura a pedra, Mandela foi abrindo portas na cidadela de desconfiança e temor, e, um dia, o mundo inteiro descobriu estupefato que o líder do Congresso Nacional Africano saía às vezes de sua prisão para ir tomar civilizadamente o chá das cinco com os que seriam os dois últimos mandatários do apartheid, Botha e De Klerk.
Quando Mandela subiu ao poder, sua popularidade na África do Sul havia se tornado indescritível, tanto na comunidade negra quanto na branca (lembro ter visto, em janeiro de 1998, na Universidade de Stellenbosch, o berço do apartheid, uma parede coberta de fotos de alunos e professores recebendo a visita de Mandela com entusiasmo delirante).
Esse tipo de devoção popular mitológica costuma atordoar quem a recebe e fazer dele – como no caso de Hitler, Stalin, Mao, Fidel Castro – um demagogo e um tirano.
Mas Mandela não se deixou envaidecer; continuou sendo o homem simples, austero e honesto que sempre foi e, para surpresa do mundo todo, negou-se a permanecer no poder, como seus compatriotas pediam.
Aposentou-se e foi passar os seus últimos anos na aldeia indígena de onde se originara sua família.
Mandela é o melhor exemplo que temos – aliás muito raro nos nossos dias – de que a política não é apenas a tarefa suja e medíocre que tantos imaginam, da qual os malandros se valem para enriquecer e os vagabundos para sobreviver sem fazer nada, mas uma atividade que pode também melhorar a vida, substituir o fanatismo pela tolerância, o ódio pela solidariedade, a injustiça pela justiça, o egoísmo pelo bem comum, e que alguns políticos, como o estadista sul-africano, tornam o seu país, e o mundo, muito melhor do que como o encontraram.
Fonte: Veja

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